domingo, 26 de maio de 2013

Violência x Mulher

• A cada 15 segundos, uma mulher é agredida no Brasil;
• o Brasil é um dos países que mais sofre com a violência doméstica: 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas a esse tipo de violência;
• pelo menos uma em cada três mulheres ao redor do mundo sofre algum tipo de violência durante sua vida;
• a violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos de idade e mata mais do que câncer e acidentes de trânsito;
• cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus maridos ou companheiros;
• a violência contra a mulher atinge indistintamente mulheres de todas as classes sociais, raças e etnias, religiões e culturas;
• a violência contra a mulher produz consequências emocionais devastadoras, muitas vezes irreparáveis, e impactos graves sobre a saúde mental, sexual e reprodutiva da mulher;
• mais de 40% das ações violentas resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos;
• a violência ou mesmo o medo da violência aumenta a vulnerabilidade da mulher à infecção pelo HIV/AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. O temor de sofrer violência pode, por exemplo, fazer com que a mulher se submeta a relações sexuais desprotegida.

O que é violência contra a mulher?
Violência é o ato de agressão ou mesmo a omissão que causa sofrimento físico ou psicológico à vítima. A violência contra a mulher pode acontecer em qualquer lugar, na rua ou em casa.
Quando a mulher sofre qualquer tipo de agressão na rua, estará amparada, como todo cidadão, pelas leis comuns, devendo procurar imediatamente a delegacia mais próxima.
Quando a violência é praticada em casa, por familiares, por pessoas que convivem no mesmo ambiente doméstico – mesmo que não sejam parentes (ex.: agregados, hóspedes etc.) – ou pelo marido, companheiro ou companheira, a mulher agredida terá a proteção da Lei no 11.340, que ficou conhecida como “Lei Maria da Penha”.
Segundo a Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher pode ser física, psicológica, sexual, moral e patrimonial.

Violência física
• Tapas;
• empurrões;
• chutes;
• bofetadas;
• tentativa de asfixia;
• ameaça com faca;
• tentativas de homicídios;
• puxões de cabelo;
• beliscões;
• mordidas;
• queimaduras.

Violência psicológica
• Humilhações;
• ameaças de agressão;
• privação da liberdade;
• impedimento ao trabalho ou estudo;
• danos propositais a objetos queridos;
• danos a animais de estimação;
• danos ou ameaças a pessoas queridas;
• impedimento de contato com a família e os amigos.

Violência sexual
• Expressões verbais ou corporais que não são do agrado da pessoa;
• toques e carícias não desejados;
• exibicionismo e voyeurismo;
• prostituição forçada;
• participação forçada em pornografia.

Violência moral
• Injúria;
• calúnia;
• difamação.

Violência patrimonial
• Destruição, venda ou furto de objetos pertencentes à vítima;
• destruição, venda ou furto dos instrumentos de trabalho da vítima;
• destruição de documentos da vítima ou de seus filhos;
• venda, aluguel ou doação de imóvel pertencente à vítima ou ao casal, sem a autorização da mulher.

LEMBRE-SE: Se você foi vítima de violência sexual nas últimas 72 horas, tem o direito ao atendimento médico especializado em violência sexual para protegê-la de doenças sexualmente transmissíveis e evitar uma gravidez indesejada. A busca ao serviço especializado deve ser feita imediatamente.
ATENÇÃO: Em caso de gravidez resultante de violência sexual, a decisão pelo aborto deve ser consciente e voluntária e não pode demorar, pois, após 12 semanas de gravidez, será mais difícil realizá-lo.

Como saber quando uma mulher está sendo vítima de violência?
Não apenas mulheres com o corpo cheio de hematomas podem nos lembrar situações de violência. Alguns fatos podem ser um pedido de ajuda e devem chamar nossa atenção, como relatos de:
• ataques a entes queridos, objetos pessoais ou a animais de estimação;
• restrição de liberdades individuais, como impedimento de trabalhar fora, estudar, sair de casa, mesmo para visitas a familiares ou para ir ao médico;
• práticas que resultam em restrições de liberdades, como não disponibilizar dinheiro, ameaças de agressão ou brigas verbais associadas às saídas;
• humilhação perante familiares e amigos, maus tratos, xingamentos e ofensas por conhecidos e/ou familiares;
• discussões e brigas verbais frequentes;
• destruição dos objetos pessoais, destruição de documentos, venda dos bens da família sem a concordância da mulher;
• ameaças de agressão, ameaças com armas ou instrumentos de agressão física;
• relações sexuais forçadas (ser obrigada a manter relação sexual desprotegida, sem preservativos e sem seu consentimento) ou práticas sexuais indesejadas;
• agressão física de qualquer espécie.

Toda mulher merece proteção!
A lei protege todas as mulheres, ricas ou pobres, negras, indígenas ou brancas, mulheres que se relacionam afetivamente com homens ou com outras mulheres, profissionais do sexo, jovens, adultas e idosas, solteiras, casadas, separadas, não casadas que vivem com parceiro ou parceira, e mulheres que vivem com o vírus da AIDS ou outras doenças.
Se você está vivendo uma situação de violência, DISQUE 180 e fale com a Central de Atendimento à Mulher. Você pode ligar de qualquer lugar do Brasil. A ligação é gratuita.

Por que, muitas vezes, a mulher não conta nem denuncia seu agressor ou agressora?
Existem diversas explicações para uma mulher não contar os episódios de violência.
Eis alguns exemplos:
• sente-se envergonhada e humilhada ou mesmo culpada pela violência;
• teme por sua segurança pessoal e pela segurança de seus filhos e filhas;
• teve más experiências no passado, quando contou sua situação;
• sente que não tem controle sobre o que acontece na sua vida;
• espera que o(a) agressor(a) mude de comportamento;
• crê que suas lesões e problemas não são importantes;
• quer proteger seu companheiro por razões de dependência econômica ou afetiva;
• tem medo de perder seus filhos e filhas;
• o agressor ou agressora a acompanha e não a deixa falar ou pedir ajuda profissional;
• pertence a um âmbito cultural/social em que esses abusos são tolerados ou mesmo compreendidos como “naturais”;
• pensa que ama seu agressor ou agressora e que a violência reflete um momento ruim pelo qual está passando.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

ATENÇÃO!


      Seria tão mais incrivelmente belo se todos se unissem em prol dessa situação referente aos direitos da mulheres, e diante disso, desmitificamos alguns tópicos do assunto:

Nossa sincera gratidão!

Direitos da mulher

   O termo Direitos da Mulher refere-se aos direitos objetivos e subjetivos reivindicados para mulheres em diversos países.
Em alguns lugares, esses direitos são institucionalizados e garantidos pela legislação, pelos costumes e comportamentos, enquanto em outros locais eles são suprimidos ou ignorados.
Eles podem variar de noções mais amplas de direitos humanos a reivindicações contra tendências históricas de tradicionais do exercício de direitos de mulheres e meninas em favor de homens e mulheres. 
   Questões frequentemente associadas com os direitos das mulheres incluem os direitos à integridade e autonomia dos corpos, a votar (sufrágio); a ocupar cargos públicos; a trabalhar; a salários justos e igualitários; à educação; a servir na polícia militar.
   De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), são direitos das mulheres:
  1. Direito à vida.
  2. Direito à liberdade e à segurança pessoal.
  3. Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação.
  4. Direito à liberdade de pensamento.
  5. Direito à informação e à educação.
  6. Direito à privacidade.
  7. Direito à saúde e à proteção desta.
  8. Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família.
  9. Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los.
  10. Direito aos benefícios do progresso científico.
  11. Direito à liberdade de reunião e participação política
  12. Direito a não ser submetida a torturas e maltrato.
   A discriminação de fato ou de direito contra a mulher tem sido, notadamente em países subdesenvolvidos, um dos principais obstáculos à efetividade do direito à educação e à saúde de crianças e adolescentes.
   Mas ela não se manifesta apenas com o tratamento desigual com relação ao homem (o que ocorre com bastante frequência, por exemplo, nas relações de trabalho assalariado). De acordo com o jurista Fábio Konder Comparato, a discriminação também ocorre com a negação do direito à diferença, que o autor define como "a recusa do reconhecimento e respeito dos dados biológicos e valores culturais, componentes do universo feminino".

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_da_mulher

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Casa abrigo para vítimas de violência.

   Mulheres vítimas de agressão física ainda convivem com o medo de denunciar maridos ou companheiros. Muitas vezes, elas acabam optando por esse caminho quando a situação chega ao limite. Essa é a realidade de mulheres que hoje estão acolhidas na Casa Abrigo do Distrito Federal, um alojamento que oferece assistência e uma oportunidade de recomeçar a vida.
    As vítimas são encaminhadas à instituição pela Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (Deam), para evitar represálias por parte do agressor e receber acompanhamento psicológico que permitam vencer barreiras que vão além das agressões. Atualmente, 12 mulheres e 29 crianças, filhos das vítimas, vivem no local.
    Segunedo a coordenadora de Assuntos para a Mulher da Secretaria de Justiça do Distrito Federal, Valéria de Souza Rocha, a maioria das mulhers assistidas na Casa Abrigo é de baixa renda, não tem familiares no DF e quer despistar os agressores. No entanto, a coordenadora ressalta que as agressões não ocorrem apenas nas classes mais pobres.
    "A violência acontece em todas as instâncias. Não são indicadores de cidades do DF como Ceilândia e Samambaia. No Lago Sul área nobre de Brasília também existem mulheres agredidas. A diferença é que essas têm uma segunda moradia ou podem recorrer à assistência de outros parentes", destaca Valéria, no Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher.
    Após sofrer várias agressões, Fernanda Pereira*, 25 anos, resolveu denunciar o marido com quem convivia há quatro anos. Dois dias antes de ser agredida pela última vez, ela assistiu a uma reportagem sobre a Casa Abrigo. Depois de ser novamente vítima de violência, não teve dúvida: registrou a ocorrência contra o agressor e pediu assistência. Ela afirma que se arrepende de não ter feito a denúncia antes, pois teria evitado lesões mais graves.
    "Começou com um empurrão, depois veio um tapa e por fim murros. Se tivesse denunciado logo no primeiro ato, as coisas não teriam chegado a esse ponto."
    Marinete Souza*, 33 anos, grávida de dois meses, recebe atendimento na Casa Abrigo pela segunda vez. Há seis anos, ela buscou assistência pela primeira vez, depois de ser agredida pela mesma pessoa. Nesse intervalo, o relacionamento foi reatado, mas as violência chegou a um ponto em que não era mais possível suportá-la.
    "Eu ainda o amava. Mas, na última agressão, ele bateu na minha cabeça, esmurrou minha barriga. Nosso amor morreu ali. Comecei a pensar mais nos meus filhos, pois eles precisam de mim."
    As vítimas recebem na Casa Abrigo as refeições diárias e acompanhamento de psicólogos, pedagogos e assistentes sociais, além de participarem de cursos de corte e costura e bordado. Os filhos delas são matriculados em escolas próximas à instituição e também recebem acompanhamento. Por meio de uma parceria com o Ministério do Trabalho, são oferecidas vagas em cursos de capacitação para que elas possam recomeçar a vida longe da insegurança e do medo.
    A Casa Abrigo do DF faz parte de uma rede de 72 instituições em todo o país que visam a prestar assistência às vítimas e aos seus filhos, e, em alguns casos, a agressores em processo de reinserção social.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Feminismo no Brasil

   Ao falar sobre o feminismo no Brasil, devemos inicialmente falar sobre a situação da mulher em nossa sociedade. Durante vários séculos, as mulheres estiveram relegadas ao ambiente doméstico e subalternas ao poder das figuras do pai e do marido. Quando chegavam a se expor ao público, o faziam acompanhadas e geralmente se dirigiam para o interior das igrejas. A limitação do ir e do vir era a mais clara manifestação do lugar ocupado pelo feminino.

   A transformação desse papel recluso passou a experimentar suas primeiras transformações no século XIX, quando o governo imperial reconheceu a necessidade de educação da população feminina. No final desse mesmo período, algumas publicações abordavam essa relação entre a mulher e a educação, mas sem pensar em um projeto amplo a todas as mulheres. O conhecimento não passava de instrumento de reconhecimento das mulheres provenientes das classes mais abastadas.

   Chegando até essa época, as aspirações pelo saber existiam, mas não possuíam o interesse de subverter ou questionar a ordem imposta pelo mundo dos homens. No século XX, os papéis desempenhados pela mulher se ampliaram quando algumas destas se inseriram em uma sociedade industrial, onde assumiram uma gama diversa de postos de trabalho. Apesar disso, a esfera da mulher ligada ao lar continuava a ter sua força hegemônica.

   Aqui tínhamos uma diversificação dos feminismos que iam da tendência bem comportada até o feminismo mais incisivo. Nesse quadro, observamos a mobilização de mulheres que exigiam o seu direito à cidadania sem questionar os outros papéis subalternos assumidos pelas mesmas. Na outra extremidade, vemos mulheres que reivindicam sua ampliação na vida pública, a defesa irrestrita do movimento dos trabalhadores e a consolidação dos princípios de lutas comunistas.

   Entre as décadas de 1930 e 1960, as manifestações feministas oscilavam mediante as mudanças desenvolvidas no cenário político nacional. Em 1934, o voto feminino fora reconhecido pelo governo de Getúlio Vargas. Já em 1937, os ideais corporativistas do Estado Novo impediram a expressão de movimentos de luta e contestação de homens e mulheres. Nos anos de 1950, a redemocratização permitira a flexibilização da exigência que condicionava o trabalho feminino à autorização marital.

   A revolução dos costumes engendrada na década de 1960 abriu caminho para que o feminismo se tornasse um movimento de maior força e combatividade. Mesmo sob o contexto da ditadura, as mulheres passaram a se organizar para questionarem mais profundamente seu papel assumido na sociedade. A problemática dos padrões de comportamento passou a andar de mãos dadas com os ideias de esquerda que inspiravam várias participantes desse momento.

   Vale aqui ressaltar que a luta pela equidade entre os gêneros acabou criando dilemas significativos em relação à mulher feminista. Lutar pelos direitos da mulher, em muitos momentos, parecia ser a demonstração que a mulher poderia simplesmente assumir os mesmos lugares e comportamentos antes privados ao mundo masculino. Dessa forma, a subjetividade feminina era deixada de lado para favorecer um ideal de que a “verdadeira feminista” deveria ser combativa e, ao mesmo tempo, embrutecida.

   Quando atingimos o processo de redemocratização do país, observamos que o feminismo passou por uma reorganização contrária a uma tendência unificadora. Uma espécie de “feminismo temático” apareceu em instituições que tratavam de demandas específicas da mulher. Em certo sentido, o feminismo tomava para si não só a participação na esfera política, mas também se desdobrava no debate de questões e problemas de ordem mais concreta e imediata.

   Dessa forma, chegamos à atualidade vendo que a ação feminista não mais se comporta apenas na formação de movimentos organizados. Sendo assim, a intenção de se pensar sobre as necessidades da mulher não mais atravessa a dificuldade de se criar um projeto amplo e universalista. Entre as grandes e pequenas demandas, as mulheres observam que a conquista de sua emancipação abre portas para a compreensão e a resolução de outros novos desafios.

P.s.:  As informações contidas no texto acima foram ordenadas por Larissa Gabriele.

sábado, 18 de maio de 2013

Lei Maria da Penha.

     A Lei 11.340/06, conhecida com Lei Maria da Penha, ganhou este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que por vinte anos lutou para ver seu agressor preso.

     Maria da Penha é biofarmacêutica cearense, e foi casada com o professor universitário Marco Antonio Herredia Viveros. Em 1983 ela sofreu a primeira tentativa de assassinato, quando levou um tiro nas costas enquanto dormia. Viveros foi encontrado na cozinha, grtitando por socorro, alegando que tinham sido atacados por assaltantes. Desta primeira tentativa, Maria da Penha saiu paraplégica A segunda tentativa de homicídio aconteceu meses depois, quando Viveros empurrou Maria da Penha da cadeira de rodas e tentou eletrocuta-la no chuveiro.

     Apesar da investigação ter começado em junho do mesmo ano, a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro do ano seguinte e o primeiro julgamento só aconteceu 8 anos após os crimes. Em 1991, os advogados de Viveros conseguiram anular o julgamento. Já em 1996, Viveros foi julgado culpado e condenado há dez anos de reclusão mas conseguiu recorrer.

     Mesmo após 15 anos de luta e pressões internacionais, a justiça brasileira ainda não havia dado decisão ao caso, nem justificativa para a demora. Com a ajuda de ONGs, Maria da Penha conseguiu enviar o caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), que, pela primeira vez, acatou uma denúncia de violência doméstica. Viveiro só foi preso em 2002, para cumprir apenas dois anos de prisão.

     O processo da OEA também condenou o Brasil por negligência e omissão em relação à violência doméstica. Uma das punições foi a recomendações para que fosse criada uma legislação adequada a esse tipo de violência. E esta foi a sementinha para a criação da lei. Um conjunto de entidades então reuniu-se para definir um anti-projeto de lei definindo formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres e estabelecendo mecanismos para prevenir e reduzir este tipo de violência, como também prestar assistência às vítimas.

    Em setembro de 2006 a lei 11.340/06 finalmente entra em vigor, fazendo com que a violência contra a mulher deixe de ser tratada com um crime de menos potencial ofensivo. A lei também acaba com as penas pagas em cestas básicas ou multas, além de englobar, além da violência física e sexual, também a violência psicológica, a violência patrimonial e o assédio moral.


Assistam!

Campanha "Mulheres e Direitos" pede fim da violência e promoção da igualdade de gênero.

Obrigado.

Reflexão!



      Não é novidade para ninguém que as mulheres sofreram durante muitos séculos com a falta de direitos e com o machismo imposto por suas famílias e pela sociedade. Durante muito tempo as mulheres não podiam trabalhar, não podiam votar e tinham suas opiniões discriminadas.

Mais do que isso, tinham que conviver com a agressão praticada pelos seus maridos, namorados ou parceiros. Tudo isso mudou no século XX. A primeira feminista do Brasil, Bertha Lutz, fundava em 1922 a Federação Brasileira Para o Progresso Feminino, primeira organização que lutaria pelos direitos da mulher.

      A partir daí diversos acontecimentos mudariam a vida das mulheres brasileiras. Elas teriam o direito de trabalhar sem autorização do marido, seriam protegidas pelas mesmas leis trabalhistas, teriam autonomia para escolher seus governantes e seriam iguais aos homens perante as leis.

     Talvez a maior conquista nos anos 2000, adquirida pelas mulheres tenha sido a Lei Maria da Penha. Esse nome não é um mero acaso, trata-se de uma homenagem a Maria da Penha, uma mulher que sofreu por duas vezes com tentativas de assassinato praticadas pelo ex-marido. Mas não escapou ilesa, ficou paraplégica e decidiu lutar pelos direitos da mulher.

      Ela se tornou um símbolo da luta contra a agressão às mulheres. A Lei também agregou diversas formas de proteção às mulheres agredidas como: expulsão do agressor da casa, proteção aos filhos, direito das mulheres cancelarem procurações feitas em nome do agressor, dentre outras conquistas.

     A Lei também alterou o Código Penal e permite que os agressores sejam presos em flagrante e tenham a prisão preventiva decretada. Acabou com as penas leves, em que os agressores só pagam cestas básicas ou multas, e obrigou aos criminosos que passem por programas de recuperação e reeducação.

     Importantes conquistas que fazem toda a diferença hoje, já que em muitos lares brasileiros é a mulher que sustenta e paga as contas do mês.

Conheça mais sobre o direito das mulheres e sua importância para a sociedade.

     Com a luta pela igualdade, as mulheres ao longo dos anos, foram em busca de exercer direitos que antigamente eram reservados apenas aos homens. 
      Hoje, as mulheres conquistaram seu espaço dentro das empresas e os mais altos níveis hierárquicos. Além disso, a mulher conquistou o direito de liberdade, de voto nas eleições, direito à educação, a privacidade, entre outros. 
     Isso tudo, prova que a mulher é tão capaz quantos os homens e que seus direitos devem ser respeitados integralmente.
     
    Agora vamos citar 10 idéias inspiradoras pelos direitos das mulheres no mundo...
   
    
     É estranho – em pleno século XXI – falar em direitos das mulheres. Depois de tantas conquistas realizadas nos dois últimos séculos, muitas ainda sofrem com a falta de controle sobre o próprio corpo e com as desigualdades entre os gêneros.
     Para aderir às celebrações do Dia Internacional da Mulher, 08/03, reunimos histórias inspiradoras de gente que luta para fazer valer esses direitos. Entre elas, muitas mulheres, mas também homens como o economista brasileiro Sérgio Besserman, que diz que o desenvolvimento sustentável só será possível se for mais feminino.

     1) “A burca não é uma jaula”
Considerada uma das dez melhores artistas do Afeganistão, Shamsia Hassani grafita as ruas de Cabul para mostrar que “a burca não é uma jaula”. Aos 25 anos, a artista de rua acredita que a liberdade não é o que vestimos, mas “o que decidimos, o que dizemos, o que fazemos para estarmos confortáveis e para termos paz”.
Para esta jovem professora de arte da Universidade de Cabul, mudar o sentido da burca com a arte para mostrar mulheres felizes é uma forma de mudar como as pessoas enxergam a mulher. Ela não se engana: existem outros grandes problemas em sua sociedade. Mas crê que, mesmo com a burca, as mulheres podem fazer de tudo: estudar, trabalhar, fazer arte e muitas outras atividades.
Por ser mulher, seu trabalho como artista é complicado: a reação negativa das pessoas – inclusive de outras mulheres – e os problemas de segurança são alguns dos motivos que a impedem de pintar seus grafites em ruas que não conhece.




     2) Primeira rapper afegã contra a repressão
Aos 23 anos, a primeira mulher a fazer música Rap no Afeganistão lançou seu primeiro single (“Our Neighbors”, confira no vídeo abaixo) que retrata a repressão contra mulheres e crianças e o desejo de paz em seu país.
Logo após a divulgação do vídeo – feito com baixo orçamento, em que aparecem fotos de Soosan Firooz sem burca, com roupa ocidental, acessórios e maquiagem –, sua família recebeu diversas ameaças anônimas de morte. Mesmo assim, continuou apoiando seu trabalho: tanto que seu pai abandonou o trabalho em uma companhia de eletricidade para ser guarda-costas da filha, em tempo integral. Agora, Soosan prepara seu novo single, em que contará como é ser uma jovem mulher que vive no Afeganistão.


      3) “Garotas não são tão inocentes”
Mais conhecida como Maria João Barbosa, a webdesigner e ilustradora portuguesa Luna Kirsche exalta a “feminilidade não estereotipada” com seu recente trabalho criativo “Girls aren’t so innocent”. Para a artista, que sempre cria desenhos arrojados e com muita personalidade, as mulheres devem ser retratadas sem tabus para que a imagem preconcebida que algumas pessoas têm das mulheres não motive preconceitos e discriminação.
Com muita cor, sensualidade e tatuagens, as mulheres retratadas por Luna têm longos cabelos armados, usam corpete e cinta-liga e tem símbolos – de diversas culturas – espalhados pelos cabelos, pela pele ou pelas roupas.




     4) Cantadas de rua inspiram documentário
Quando a estudante belga de cinema Sofia Peeters criou documentário “Femme de la rue” para mostrar como as mulheres são assediadas pelos homens quando passam nas ruas de Bruxelas, o filme de 17 minutos gerou tanta controvérsia que o Ministério Público da cidade e os municípios belgas adotaram medidas para prevenir a situação: quem molestar uma mulher na rua terá que pagar multa de 250 euros – aproximadamente 640 reais! Confira o trailer, abaixo:
“Estas caminhadas na rua me causavam algum sofrimento”, conta Sofia, justificando a escolha do tema. Segundo ela, muitas mulheres pelo mundo se identificam com esse trabalho já que não é preciso ser belga para entender a situação das mulheres retratadas pelo documentário. No Brasil, inclusive: assobios e cantadas de rua acontecem muito frequentemente por aqui também.


     5) Até que a morte os separe
Para sensibilizar a população de Portugal sobre a violência contra mulheres, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima lançou, no final do ano passado, uma campanha que inclui retratos de duas vítimas. Ambas apresentam marcas da agressão e estão vestidas de noiva. Ao lado das imagens, a frase “até que a morte nos separe”, que sugere o crescente número de mulheres assassinadas por seus maridos.




     6) Homem de verdade não bate em mulher
No Brasil, estima-se que uma em cada cinco mulheres já sofreu violência dentro de casa. Para chamar a atenção para o problema e acabar com o estigma de que a Lei Maria da Penha é contra os homens, a campanha “Homem de Verdade Não Bate em Mulher”, lançada em 01/03 pelo Banco Mundial, tem a adesão de dez brasileiros famosos. Saiba mais sobre a campanha em Homem de Verdade Não Bate em Mulher: campanha conscientiza sobre a violência doméstica.


     7) “As mulheres salvarão o planeta”
“Se eu achasse a lâmpada de Aladim e o gênio me dissesse: ‘Você tem direito a um pedido para o desenvolvimento sustentável. Só um!’ Eu, sinceramente, escolheria: acesso à informação e direito à liberdade sobre o próprio corpo para todas as mulheres do mundo”, disse em entrevista à revista Claudia de junho de 2012.


     8 ) Jovens mães, em situação de risco, recuperadas
A ação já ajudou mais de 150 mulheres e é modelo de política públca em 13 estados brasileiros para recuperar usuárias de crack. Em dezembro de 2011, Raquel apresentou seu projeto no encontro “Você tem fome de quê?”, promovido pela Natura. O Planeta Sustentável estava lá e contou sua história no site: Lua Nova: apoio a mulheres carentes vira política pública.


     9) Reino das mulheres cobertas
Depois de uma temporada dramática no Afeganistão, em 2003, um médico afegão, radicado nos Estados Unidos, escreveu um relato que descortina a vida complicada das mulheres de seu país: A Cidade do Sol. Na obra, as duas protagonistas são obrigadas a casar com um mesmo homem violento. Apesar de o livro ser uma ficção, Khaled Hosseini – que ficou famoso depois de lançar O Caçador de Pipas – garante que muitas das cenas de abuso descritas são experiências de pessoas reais. “Houve quem dissesse que o livro é um melodrama. Essas pessoas não entendem que a realidade pode ser mais absurda do que a imaginação concebe”, disse em entrevista à revista Claudia, em sua edição de outubro de 2007. 


     10) Contra o tráfico de mulheres
É contra o universo pavoroso do tráfico humano para exploração sexual – terceira maior fonte de renda ilegal do mundo e também a que mais cresce – que luta a jornalista brasileira Priscila Siqueira. “Muita gente ainda duvida de que esse comércio exista ou fica indiferente, talvez acreditando que o problema é grande demais para ser enfrentado”, declarou a autora do livro Tráfico de Mulheres: Oferta, Demanda e Impunidade em entrevista à revista Claudia, na edição de abril de 2009.
Para se ter ideia da dimensão do problema, na reportagem Priscila cita o depoimento de um cafetão canadense que declarou publicamente que preferia vender mulheres a drogas e armas porque as últimas só se vendem uma vez – e a mulher pode ser revendida até morrer, ficar louca ou se matar.





Bem vindos!

     Blog criado pelo grupo de estudos da disciplina: Estudos Socio - Antropológicos; constituído por:

- Jéssica Costa
- Larissa Lima
- Patrícia Lima
- Priscila Damião
- Priscila Oliveira
- Sidney Ávila
- Valter Moura

     Com a proposta de tratar de assuntos pertinentes aos direitos das mulheres. Sendo assim, estamos atendendo a solicitação da professora: Dione Vinhas, da Universidade Católica do Salvador.

     Bem vindos!