Com a luta pela igualdade, as mulheres ao longo dos anos, foram em busca
de exercer direitos que antigamente eram reservados apenas aos homens.
Hoje, as mulheres conquistaram seu espaço dentro das empresas e os mais
altos níveis hierárquicos. Além disso, a mulher conquistou o direito de
liberdade, de voto nas eleições, direito à educação, a privacidade,
entre outros.
Isso tudo, prova que a mulher é tão capaz quantos os
homens e que seus direitos devem ser respeitados integralmente.
Agora vamos citar 10 idéias inspiradoras pelos direitos das mulheres no mundo...
É estranho – em pleno século XXI – falar em direitos das mulheres.
Depois de tantas conquistas realizadas nos dois últimos séculos, muitas
ainda sofrem com a falta de controle sobre o próprio corpo e com as
desigualdades entre os gêneros.
Para aderir às celebrações do Dia Internacional da Mulher,
08/03, reunimos histórias inspiradoras de gente que luta para fazer
valer esses direitos. Entre elas, muitas mulheres, mas também homens
como o economista brasileiro Sérgio Besserman, que diz que o desenvolvimento sustentável só será possível se for mais feminino.
1) “A burca não é uma jaula”
Considerada uma das dez melhores artistas do Afeganistão, Shamsia Hassani
grafita as ruas de Cabul para mostrar que “a burca não é uma jaula”.
Aos 25 anos, a artista de rua acredita que a liberdade não é o que
vestimos, mas “o que decidimos, o que dizemos, o que fazemos para
estarmos confortáveis e para termos paz”.
Para esta jovem professora de arte da Universidade de Cabul, mudar o
sentido da burca com a arte para mostrar mulheres felizes é uma forma de
mudar como as pessoas enxergam a mulher. Ela não se engana: existem
outros grandes problemas em sua sociedade. Mas crê que, mesmo com a
burca, as mulheres podem fazer de tudo: estudar, trabalhar, fazer arte e
muitas outras atividades.
Por ser mulher, seu trabalho como artista é complicado: a reação
negativa das pessoas – inclusive de outras mulheres – e os problemas de
segurança são alguns dos motivos que a impedem de pintar seus grafites
em ruas que não conhece.
2) Primeira rapper afegã contra a repressão
Aos 23 anos, a primeira mulher a fazer música Rap no Afeganistão lançou seu primeiro single (“Our Neighbors”, confira no vídeo abaixo) que retrata a repressão contra mulheres e crianças e o desejo de paz em seu país.
Aos 23 anos, a primeira mulher a fazer música Rap no Afeganistão lançou seu primeiro single (“Our Neighbors”, confira no vídeo abaixo) que retrata a repressão contra mulheres e crianças e o desejo de paz em seu país.
Logo após a divulgação do vídeo – feito com baixo orçamento, em que aparecem fotos de Soosan Firooz
sem burca, com roupa ocidental, acessórios e maquiagem –, sua família
recebeu diversas ameaças anônimas de morte. Mesmo assim, continuou
apoiando seu trabalho: tanto que seu pai abandonou o trabalho em uma
companhia de eletricidade para ser guarda-costas da filha, em tempo
integral. Agora, Soosan prepara seu novo single, em que contará como é ser uma jovem mulher que vive no Afeganistão.
3) “Garotas não são tão inocentes”
Mais conhecida como Maria João Barbosa, a webdesigner e ilustradora portuguesa Luna Kirsche exalta a “feminilidade não estereotipada” com seu recente trabalho criativo “Girls aren’t so innocent”.
Para a artista, que sempre cria desenhos arrojados e com muita
personalidade, as mulheres devem ser retratadas sem tabus para que a
imagem preconcebida que algumas pessoas têm das mulheres não motive
preconceitos e discriminação.
Com muita cor, sensualidade e tatuagens, as mulheres retratadas por
Luna têm longos cabelos armados, usam corpete e cinta-liga e tem
símbolos – de diversas culturas – espalhados pelos cabelos, pela pele ou
pelas roupas.
4) Cantadas de rua inspiram documentário
Quando a estudante belga de cinema Sofia Peeters criou documentário “Femme de la rue” para mostrar como as mulheres são assediadas pelos homens quando passam nas ruas de Bruxelas, o filme de 17 minutos gerou tanta controvérsia que o Ministério Público da cidade e os municípios belgas adotaram medidas para prevenir a situação: quem molestar uma mulher na rua terá que pagar multa de 250 euros – aproximadamente 640 reais! Confira o trailer, abaixo:
Quando a estudante belga de cinema Sofia Peeters criou documentário “Femme de la rue” para mostrar como as mulheres são assediadas pelos homens quando passam nas ruas de Bruxelas, o filme de 17 minutos gerou tanta controvérsia que o Ministério Público da cidade e os municípios belgas adotaram medidas para prevenir a situação: quem molestar uma mulher na rua terá que pagar multa de 250 euros – aproximadamente 640 reais! Confira o trailer, abaixo:
“Estas caminhadas na rua me causavam algum sofrimento”, conta Sofia,
justificando a escolha do tema. Segundo ela, muitas mulheres pelo mundo
se identificam com esse trabalho já que não é preciso ser belga para
entender a situação das mulheres retratadas pelo documentário. No
Brasil, inclusive: assobios e cantadas de rua acontecem muito
frequentemente por aqui também.
5) Até que a morte os separe
Para sensibilizar a população de Portugal sobre a violência contra
mulheres, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima lançou, no final do
ano passado, uma campanha que inclui retratos de duas vítimas. Ambas
apresentam marcas da agressão e estão vestidas de noiva. Ao lado das
imagens, a frase “até que a morte nos separe”, que sugere o crescente
número de mulheres assassinadas por seus maridos.
6) Homem de verdade não bate em mulher
No Brasil, estima-se que uma em cada cinco mulheres já sofreu
violência dentro de casa. Para chamar a atenção para o problema e acabar
com o estigma de que a Lei Maria da Penha é contra os homens, a
campanha “Homem de Verdade Não Bate em Mulher”, lançada em 01/03 pelo
Banco Mundial, tem a adesão de dez brasileiros famosos. Saiba mais sobre
a campanha em Homem de Verdade Não Bate em Mulher: campanha conscientiza sobre a violência doméstica.
7) “As mulheres salvarão o planeta”
“Se eu achasse a lâmpada de Aladim e o gênio me dissesse: ‘Você tem direito a um pedido para o desenvolvimento sustentável. Só um!’ Eu, sinceramente, escolheria: acesso à informação e direito à liberdade sobre o próprio corpo para todas as mulheres do mundo”, disse em entrevista à revista Claudia de junho de 2012.
“Se eu achasse a lâmpada de Aladim e o gênio me dissesse: ‘Você tem direito a um pedido para o desenvolvimento sustentável. Só um!’ Eu, sinceramente, escolheria: acesso à informação e direito à liberdade sobre o próprio corpo para todas as mulheres do mundo”, disse em entrevista à revista Claudia de junho de 2012.
8 ) Jovens mães, em situação de risco, recuperadas
A ação já ajudou mais de 150 mulheres e é modelo de política públca
em 13 estados brasileiros para recuperar usuárias de crack. Em dezembro
de 2011, Raquel apresentou seu projeto no encontro “Você tem fome de
quê?”, promovido pela Natura. O Planeta Sustentável estava lá e contou
sua história no site: Lua Nova: apoio a mulheres carentes vira política pública.
9) Reino das mulheres cobertas
Depois de uma temporada dramática no Afeganistão, em 2003, um médico
afegão, radicado nos Estados Unidos, escreveu um relato que descortina a
vida complicada das mulheres de seu país: A Cidade do Sol. Na obra, as duas protagonistas são obrigadas a casar com um mesmo homem violento. Apesar de o livro ser uma ficção, Khaled Hosseini – que ficou famoso depois de lançar O Caçador de Pipas –
garante que muitas das cenas de abuso descritas são experiências de
pessoas reais. “Houve quem dissesse que o livro é um melodrama. Essas
pessoas não entendem que a realidade pode ser mais absurda do que a
imaginação concebe”, disse em entrevista à revista Claudia, em sua edição de outubro de 2007.
10) Contra o tráfico de mulheres
É contra o universo pavoroso do tráfico humano para exploração sexual – terceira maior fonte de renda ilegal do mundo e também a que mais cresce – que luta a jornalista brasileira Priscila Siqueira.
“Muita gente ainda duvida de que esse comércio exista ou fica
indiferente, talvez acreditando que o problema é grande demais para ser
enfrentado”, declarou a autora do livro Tráfico de Mulheres: Oferta, Demanda e Impunidade em entrevista à revista Claudia, na edição de abril de 2009.
Para se ter ideia da dimensão do problema, na reportagem Priscila
cita o depoimento de um cafetão canadense que declarou publicamente que
preferia vender mulheres a drogas e armas porque as últimas só se vendem
uma vez – e a mulher pode ser revendida até morrer, ficar louca ou se
matar.
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