Não é novidade para ninguém que as
mulheres sofreram durante muitos séculos com a falta de direitos e com o
machismo imposto por suas famílias e pela sociedade. Durante muito tempo as
mulheres não podiam trabalhar, não podiam votar e tinham suas opiniões discriminadas.
Mais
do que isso, tinham que conviver com a agressão praticada pelos seus maridos,
namorados ou parceiros. Tudo isso mudou no século XX. A primeira feminista do
Brasil, Bertha Lutz, fundava em 1922 a Federação Brasileira Para o Progresso
Feminino, primeira organização que lutaria pelos direitos da mulher.
A
partir daí diversos acontecimentos mudariam a vida das mulheres brasileiras.
Elas teriam o direito de trabalhar sem autorização do marido, seriam protegidas
pelas mesmas leis trabalhistas, teriam autonomia para escolher seus governantes
e seriam iguais aos homens perante as leis.
Talvez
a maior conquista nos anos 2000, adquirida pelas mulheres tenha sido a Lei
Maria da Penha. Esse nome não é um mero acaso, trata-se de uma homenagem a
Maria da Penha, uma mulher que sofreu por duas vezes com tentativas de
assassinato praticadas pelo ex-marido. Mas não escapou ilesa, ficou paraplégica
e decidiu lutar pelos direitos da mulher.
Ela
se tornou um símbolo da luta contra a agressão às mulheres. A Lei também
agregou diversas formas de proteção às mulheres agredidas como: expulsão do
agressor da casa, proteção aos filhos, direito das mulheres cancelarem
procurações feitas em nome do agressor, dentre outras conquistas.
A
Lei também alterou o Código Penal e permite que os agressores sejam presos em
flagrante e tenham a prisão preventiva decretada. Acabou com as penas leves, em
que os agressores só pagam cestas básicas ou multas, e obrigou aos criminosos
que passem por programas de recuperação e reeducação.
Importantes
conquistas que fazem toda a diferença hoje, já que em muitos lares brasileiros
é a mulher que sustenta e paga as contas do mês.
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